Agenda da população em primeiro lugar

Mais de 57% da popuação brasileira, ou 120 milhões e 840 mil pessoas, vivem em lares onde a renda familiar não ultrapassa dois salários mínimos. São famílias que sobrevivem tendo que dividir R$ 2.200,00 por mês.


Estes números mostram a desigualdade social no Brasil e deixam claro que se faz necessária uma verdadeira operação de resgate da maioria dos brasileiros, sobretudo agora com estes reflexos perversos da pandemia da Covid-19.


Por isso, defendemos os pagamentos dos auxílios emergenciais e uma série de medidas de isenção de tributos e de apoio para que os empregadores pudessem manter seus negócios funcionando, assim como os empregos por eles gerados.


Mas ainda é pouco. Participamos da arrecadação de cestas básicas para famílias na Baixada e Vale do Ribeira. Pude trazer, em recursos para a região, R$ 330 milhões, para projetos e obras que geram empregos, ajudando na sobrevivência de muitas famílias.


Mas é preciso mais. Temos que buscar grandes investimentos para a nossa região e para o País, pois só com a criação de mais postos de trabalho podemos reduzir este percentual majoritário de brasileiros que vivem com muita dificuldade.


As obras de moradia popular, por exemplo, empregam muito. Pedi ao ministro da Economia, Paulo Guedes, a recomposição do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Regional, que toca as obras dos conjuntos habitacionais.


Outra grande obra geradora de emprego e desenvolvimento será o túnel ligando Santos a Guarujá. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, atendeu meu pedido e incluiu a obra do túnel no edital de concessão da gestão do Porto de Santos à iniciativa privada. Ou seja, o privado que ganhar o direito de gerir o Porto terá que fazer o túnel, sem custo para o Poder Público. O túnel é a opção que garante a expansão do Porto e mais empregos.


Mas é preciso mais. Temos que dar início, no Brasil, a um processo de investimento na Educação que traga mais qualidade ao ensino dos nossos jovens. Estes processos permitiram, por exemplo, que alguns países conhecidos como tigres asiáticos, experimentassem uma revolução na qualidade de vida dos seus habitantes.


Para fazer esta operação de resgate dos brasileiros, será preciso práticas imediatas de programas sociais, com socorro aos mais pobres, conjugadas com medidas de incentivo à atração de investimentos. Todas estas ações precisam estar livres de barreiras e bloqueios ideológicos.


Assim, teimo em continuar tentando o que parece impossível. Peço o bom senso e o enorme esforço daqueles que vivem de pregar os extremos, sejam de esquerda ou de direita, e que visam apenas vencer as eleições de 2022. A agenda da população, que precisa melhorar de vida já, não pode esperar a próxima agenda eleitoral.




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