Curva do S não pode ficar só em promessas

Depois de mais de um ano lutando constantemente pela duplicação do viaduto da Curva do S, na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, em Praia Grande, vejo a informação de que o Governo do Estado prometeu, mais uma vez, fazer a obra.


Como venho lutando por esta duplicação, inclusive com vários artigos e matérias publicadas no Diário do Litoral, que tem apoiado esta causa, não vou sossegar enquanto não ver a obra começar.


Minha insistência em cobrar a promessa, como atestam os ofícios enviados e as reuniões gravadas, chegou a irritar o governo do Estado, que agora acena mais uma vez com a duplicação.


Deixo claro que vou continuar em cima do assunto para não deixar que seja mais uma promessa, como fez o atual governador, em vídeo gravado, garantindo a duplicação, mas não cumprindo o compromisso assumido.


Fiz várias reuniões com a Secretaria de Transportes e Logística do Estado cobrando a obra, inclusive com a presença da prefeita de Praia Grande, Rachel Chini, indignada pelo descaso do Estado.


Numa das primeiras, o secretário João Octaviano Machado, afirmou que não sabia onde ficava o viaduto, embora fosse frequentador antigo do Litoral Sul.


O secretário disse, naquela reunião, que viria pessoalmente ao local para conhecer o viaduto que causa congestionamentos diários, que castigam os moradores de Praia Grande e de todo o Litoral Sul.


Mas, ao invés de assumir a duplicação deste viaduto ultrapassado, o Governo do Estado mandou a Ecovias utilizar o acostamento como faixa para reduzir os congestionamentos.


Fui lá constatar estes testes e vi que bastaria quebrar um veículo em cima do viaduto que a medida seria totalmente ineficaz. Mas a Ecovias, a mando do Estado, insistia em dizer que este improviso deu bons resultados.


Vereadores de Praia Grande, na presença da prefeita, da minha assessoria e do deputado estadual Caio França, propuseram a implantação de um retorno na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega, na altura do Bairro Ribeirópolis, de forma a livrar 70 mil pessoas de utilizar o viaduto.


Apoiei esta medida, uma vez que o retorno ficaria para sempre, mas deixei claro que não abriria mão da duplicação do viaduto, esta sim, a solução definitiva para a interligação da Via Expressa Sul com a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega.


O sistema de teste no viaduto foi mantido. O gerente da Ecovias, Fernando Ferreira, atendeu a comitiva, ficou de fazer os encaminhamentos necessários. Mas nada de garantir a duplicação e também nada da visita do secretário, que havia prometido cumprir a promessa do governador.


Vou pedir nova reunião com o Estado para tratar do assunto. Não abro mão deste dever e deste direito como deputada federal eleita pela região.




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