Pelo fim do sofrimento dos caminhoneiros no Porto de Santos

Embora vivemos na Cidade com o maior porto da América do Sul, que completa 129 anos nesta terça-feira, 2 de fevereiro, alguns moradores de Santos não têm muita convivência com a vida portuária. Há santistas que só se lembram do porto quando passam pela avenida portuária, a Avenida Governador Mário Covas Jr, e dão uma olhada para o lado enquanto dirigem.


É compreensível esta aparente indiferença. Afinal, o porto já não gera tantos empregos como antes e as pessoas acabam tendo que atuar em outras atividades. Mas a vida portuária, de qualquer forma, está em nossa história, e até hoje interfere em nosso cotidiano, direta ou indiretamente.


Como filha de estivador, como jornalista e agora, como deputada federal, tenho o sangue portuário em minhas veias e tudo o que interessa ao Porto é muito importante para mim e prioridade no meu mandato.


Digo isso para pedir um olhar da nossa sociedade para uma categoria profissional que está sofrendo muito por falta de apoio e infraestrutura. São os caminhoneiros que carregam e descarregam diariamente neste nosso imenso complexo portuário.


O maior porto da América do Sul recebe, diariamente, 3 mil caminhões de grande porte por dia, sem oferecer uma estrutura mínima de estacionamento para aqueles que transportam as riquezas do País para os mercados mundiais.


O que vemos hoje são os caminhões parados ao longo da Avenida Portuária, de forma improvisada, com os caminhoneiros esperando horas e até dias para descarregar ou carregar seus veículos.


São trabalhadores que não contam com as mínimas condições de higiene e segurança. Afinal, quando eles chegam a Santos já dirigiram centenas de quilômetros em longas jornadas pelas estradas do Brasil.


Por isso a importância da reunião que terei nos próximos dias com a Autoridade Portuária, a Santos Port Authority (SPA), e com os dirigentes do Serviço de Patrimônio da União (SPU).


Junto com a SPA, buscarei, neste encontro, o apoio da SPU para a cessão uma das três áreas da União já existentes e que têm condições de abrigar esta estrutura mínima de estacionamento, sanitários e refeitórios para os caminhoneiros que atuam no Porto de Santos.


Se conseguirmos criar um ou mais estacionamentos já teremos dado o primeiro passo para resolver um problema antigo. Acredito que todos os envolvidos e convidados para esta reunião terão boa vontade para encontrar uma solução.


Pedi a colaboração do Patrimônio da União para uma causa justa e humanitária. É uma questão de respeito e segurança para uma categoria que carrega diariamente as riquezas produzidas no Brasil.



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