Recursos da deputada Rosana Valle à Embrapa serão investidos na bananicultura do Vale do Ribeira

Valor será utilizado no combate à pragas e pesquisa de novas variedades da fruta com aceitação no mercado externo


O combate e a prevenção às pragas, a utilização de bioinsumos e a introdução de novas variedades da fruta de grande apelo comercial são medidas que a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já está realizando com os recursos de R$ 4 milhões que a deputada federal Rosana Valle destinou, via emenda de bancada, para ajudar os bananicultores do Vale do Ribeira.


Uma equipe da Embrapa prestou contas à deputada das ações e da aplicação dos recursos, com a presença virtual também de Silvio Romão, da Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (Abavar). A reunião começou com os técnicos explicando que a temida praga, provocada pelo fungo Fusarium Raça 4, não chegou ao Brasil, e está neste momento restrita à Colômbia, ao Peru e próxima do Equador.


Para impedir que esta ameaça virulenta atinja os agricultores brasileiros, a Embrapa, preventivamente, já envia aos países vizinhos mudas com resistência genética ao fungo, para que o mal seja combatido onde atua.


A deputada ficou satisfeita com a correta a rápida utilização dos recursos que liberou. “Conheço de perto a bananicultura do Vale, que tem grande influência na economia regional. A banana é um alimento acessível e está na merenda escolar das crianças brasileiras. Daí a importância de ajudar estes agricultores”, disse. O representantes dos plantadores, Silvio Romão, considerou a ação da deputada com “um momento histórico” para o Vale do Ribeira.


Na região, além de combater as raças 1 e 2 do Fusarium, a Embrapa também atua com rigor contra doenças das bananeiras conhecidas como sigatoca e broca, que atacam a variedade nanica. A raça 1 tem causado danos à banana prata no Vale do Ribeira. Por isso, a Embrapa desenvolve mudas resistentes aos fungos.


Novas variedades com excelente sabor e aparência também estão sendo introduzidas, como a Princesinha, que substitui a banana maçã; a Banana da Terra Anã, muito bem aceita pelo mercado dos Estados Unidos, e a Belluna, com alto valor nutricional, que já começa a fazer sucesso nos mercados interno e externo.


Os técnicos informaram que também pretendem introduzir cada vez mais os bioinsumos, que são insetos e bactérias que combatem naturalmente as pragas. Com estas ações, a bananicultura do Ribeira já é considerada a mais autosustentável da América Latina.


Participaram da prestação de contas da Embrapa Alberto Vilarinho, Stanley Oliveira, Fernando Haddad, Alexandre Freitas, Rafael Peniche, entre outros técnicos envolvidos nas pesquisas e ações em campo.

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