Rosana Valle pede vacinação para comunidades caiçaras

A deputada federal Rosana Valle (PSB) requereu ao Governo Federal a inclusão das comunidades tradicionais caiçaras no grupo da população considerada prioritária no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19.


A parlamentar ressaltou que, corretamente, o Governo tem priorizado os trabalhadores da saúde, dos setores essenciais, os idosos, os indígenas e quilombolas. Mas destacou que entende necessária a inclusão das comunidades de pescadores, conhecidas no Litoral do Sudeste, como caiçaras, neste primeiro momento da vacinação.


“Nas minhas andanças pelo litoral paulista e brasileiro sempre me relacionei com o povo caiçara, comunidades instaladas à beira-mar desde o tempo do descobrimento, que vivem diretamente da pesca e da lavoura de subsistência, sendo que ultimamente também do turismo. É um povo rico em conhecimento e cultura por conta da sua perfeita interação com o mar e com a natureza em geral”, disse Rosana.


Mas a deputada vê, neste momento, um risco aos caiçaras: “Mas, por conta da característica da pesca, uma atividade que nem sempre produz os melhores resultados, pois depende dos humores do mar e também da presença inconstante dos peixes, os caiçaras chegam a passar períodos de privações. Não são poucas as comunidades caiçaras que vivem isoladas, algumas em ilhas, cujo acesso depende das condições de navegabilidade. Ou seja, os caiçaras são um grupo especial, que neste momento de pandemia ficaram sujeitos a dificuldades ainda maiores, inclusive a fome”.


A deputada afirmou que os caiçaras nem sempre conseguem o peixe necessário para se alimentar. “Os que habitam locais de difícil acesso, e agora mais vazios por conta das restrições ao turismo, chegam mesmo a enfrentar a fome, apresentando quadros de subnutrição que os tornam mais vulneráveis à Covid-19 por conta da baixa imunidade”.


No Litoral de São Paulo há núcleos caiçaras nos municípios de Iguape, Cananéia, na Ilha do Cardoso, na Ilha do Montão de Trigo, entre outras. Há caiçaras que vivem de subsistência em recantos no litoral fluminense, como a Ponta da Joatinga, além de ilhas em Paraty e praias de difícil acesso na Ilha Grande. Estes grupos de pescadores também estão presentes no litoral do Norte e Nordeste do País.

Assim, Rosana pede que o Ministério da Agricultura, por meio da sua Secretaria Nacional da Pesca, identifique estas comunidades e encaminhe as informações ao Ministério da Saúde para que os grupos de pescadores mais isolados e carentes possam ser incluídos como prioritários neste momento inicial da vacinação contra a Covid-19.


“Estaremos defendendo, além das vidas, um importante patrimônio cultural e afetivo do litoral brasileiro. Não podemos deixar os caiçaras sozinhos e desamparados neste momento”, concluiu Rosana Valle.





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