Violência em São Paulo

Levantamento do Instituto ‘Sou da Paz’ constatou aumento dos homicídios dolosos e latrocínios, em 2020, em seis regiões do Estado de São Paulo. Com base em dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o instituto apurou que este crescimento de 4,5% foi constatado nas médias e grandes cidades do Estado, embora outro índice do instituto, chamado de Exposição à Violência, tenha caído.


No total, foram 4.187 vítimas de letalidade violenta em São Paulo em 2020, com cerca de 11 pessoas mortas por dia no estado. Os municípios da Grande São Paulo registraram um crescimento de 13,5% em 2020 em comparação com o ano anterior.


Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz, comenta “que os crimes contra a vida cresceram e as cidades e o Estado de São Paulo têm na mão a oportunidade de entender o que está por trás desse aumento para atacarem o problema da criminalidade violenta”.


Os especialistas do instituto acreditam que este crescimento pode ter ocorrido também devido aos casos de violência interpessoal, reflexo da maior convivência da população nas residências por conta da pandemia.


Chama a atenção que cidades do Litoral paulista estão entre as mais violentas no ranking. Mas os homicídios e latrocínios aumentaram em todo o Estado.


Acredito neste possível motivo, mas também incluo a questão da crise econômica, que atingiu milhões de habitantes do Estado de São Paulo. Com o desemprego e a fome, as discussões e conflitos tendem a aumentar no convívio familiar.


Por isso, fui coautora da Lei, aprovada na Câmara Federal, que autoriza a retirada preventiva da arma de fogo em poder do marido agressor nos casos de queixas de violência contra a mulher.


Da mesma forma, propus que as mulheres, em todo o Brasil, possam desembarcar e embarcar fora dos pontos de ônibus a partir das 20 horas até às 5 da manhã em todas as cidades brasileiras.


O auxílio aos desempregados e o incentivo aos comerciantes e pequenos empresários, que são os que mais contratam, também são medidas que têm o poder de reduzir a crise familiar e assim conter a violência.


Pedi prorrogação dos prazos de pagamento dos empréstimos contraídos pelos pequenos empreendedores para poderem manter empregos. Solicitei a extensão dos prazos para os pequenos depositarem o FGTS, entre outras medidas.


Afinal, segundo dados do Sebrae, os 17,3 milhões de pequenos negócios no Brasil representam 90% do total das empresas no País. Isto é, os pequenos são, na verdade, os grandes empregadores dos brasileiros.


Acredito que a violência pode ter muitas e complexas causas. Mas, com certeza, a miséria é uma delas. Assim, junto com segurança pública, medidas protetivas e outras providências, temos que lutar também pela sobrevivência digna dos paulistas e brasileiros nestes tempos duríssimos que vivemos.




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